Com a elevação da temperatura no verão, é comum o aumento da circulação de morcegos em áreas urbanas. Esses animais são protagonistas silenciosos na manutenção dos ecossistemas e desempenham papéis fundamentais como polinizadores, dispersores de sementes e controladores naturais de insetos e peixes. Apesar disso, o município reforça sobre os cuidados para prevenção da raiva, doença infecciosa grave transmitida de animais, a exemplo do morcegos, para pessoas.
A Secretaria de Saúde reforça que o contato com o mamífero deve ser evitado. Casos de morcegos presos em forros, telas de proteção, machucados ou mortos devem ser comunicados ao Centro de Controle de Zoonoses pelo telefone (44) 3127-3188 ou pela Ouvidoria Municipal, no telefone 156, aplicativo Ouvidoria 156 Maringá ou site da Prefeitura.
Os morcegos não podem ser mortos, pois se trata de crime ambiental, além de serem essenciais para o equilíbrio da fauna e da flora. Caso sejam encontrados caídos no chão, dentro de residências ou voando durante o dia, esses animais podem apresentar sinais de adoecimento e exigem atenção redobrada.
O último registro de raiva em morcego capturado no município ocorreu em setembro de 2025. Já em relação à raiva humana, o Paraná não registra caso autóctone desde 1987, sendo que este último episódio não ocorreu em Maringá. Ainda assim, as autoridades de saúde destacam que a prevenção contínua é fundamental para manter a doença afastada.
“Em caso de contato ou incidentes com qualquer animal, além de morcegos, a recomendação é lavar o ferimento imediatamente com água corrente e sabão e procurar atendimento médico o mais rápido possível. A necessidade de vacina ou soro é avaliada conforme cada situação”, explica o secretário de Saúde, Antônio Carlos Nardi.
O diretor de Vigilância em Saúde, Luciano Amadei, reforça que a comunicação rápida é decisiva. “Sempre que um morcego for encontrado em situação incomum, o acionamento do Centro de Controle de Zoonoses é importante. Isso permite uma resposta segura, protege as pessoas e também o animal, uma vez que nem todo morcego tem o vírus da raiva”, explica.
(Texto: Comunicação PMM)