Luisa Stefani, número 1 do Brasil e 13ª do mundo, venceu mais uma partida nas quadras de Melbourne Park e se classificou para a semifinal de duplas mistas do Australian Open, torneio pelo qual foi campeã em 2023. A paulistana e o salvadorenho Marcelo Arevalo, ex-número 1 de dupla masculina, derrotaram a cazaque Anna Danilina e o norte-americano J. J. Tracy por 2 sets a 1, de virada, com parciais de 2/6, 6/4 e 10-7, após 1h09min, na quadra Margaret Court Arena, a segunda principal em Melbourne.
Na madrugada desta quarta-feira (28), Luisa terá jornada dupla, buscando vaga na semifinal de dupla feminina, por volta de meia-noite (horário de Brasília). Ela e Gabriela Dabrowski enfrentam as cabeças de chave 3, a taiwanesa Su Hsieh e a letã Jelena Ostapenko, no terceiro jogo da quadra Margaret Court Arena.
No mesmo local, por volta das 3 horas, a atleta - patrocinada pelo Banco BRB, BRB Seguros, Parmalat Whey Fit e Slyce e que conta com os apoios da Liga Tênis 10, Bolsa Atleta, Head e JFL - volta para buscar vaga na final de mistas ao lado de Arevalo. Eles pegam os franceses Kristina Mladenovic e Manuel Guinard.
Fazendo história no tênis - A paulistana Luisa Stefani, 28 anos, conquistou ao lado parceira Laura Pigossi, a inédita medalha de bronze nas Duplas Femininas nos Jogos Olímpicos de Tóquio em 2021. Outra grande conquista foi o título de Duplas Mistas no Australian Open, em 2023, a primeira dupla de brasileiros a vencer um Grand Slam, ao lado de Rafael Matos. Em 2022, foi campeã do WTA 125 de Montevidéu, WTA 1000 de Guadalajara e WTA 250 de Chennai. Em 2023, WTA 500 de Berlim, WTA 500 de Abu Dhabi, WTA 500 de Adelaide. Iniciou a temporada 2024 em grande estilo, ganhando o WTA 1000 de Doha, no segundo torneio jogando ao lado de Demi Schuurs, além de fazer quartas de final no US Open e no Australian Open ao lado da holandesa. Foi semifinalista nos WTA 500 de Berlim e Estrasburgo.
Início da carreira - Luisa sempre foi uma amante dos esportes e começou a jogar aos 10 anos, em São Paulo (SP). Em 2011, se mudou para os Estados Unidos para estudar e seguir no tênis, atingindo o 10º lugar no ranking mundial juvenil. A transição do juvenil ao profissional se deu por meio do forte Circuito Universitário Americano de Tênis, jogando pela Pepperdine University, na Califórnia. Em 2019, conquistou o primeiro título no WTA de Tashkent, entre outros ITF e WTA. Daí para frente, foram várias conquistas, subindo no ranking mundial, chegando a ocupar a nona colocação.
(Assessoria)