A campanha Fevereiro Laranja é marcada pela conscientização sobre a leucemia, um dos principais tipos de câncer que acomete mais de 10 mil pessoas anualmente, segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA) para o triênio 2023/2025. Nesta data, é lembrada também a importância da doação de medula óssea, uma das formas de combate à doença, que também pode ser tratada com imunoterapia, quimioterapia intensiva, de acordo com o tipo e estágio da doença.
O Hemocentro da Universidade Estadual de Maringá (UEM) é um dos pontos de cadastro do Registro Brasileiro de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome) no estado. A medula é um tecido gelatinoso, localizado no interior dos ossos chatos e longos que produzem as células sanguíneas. A doação é essencial para a vida de pacientes com leucemia ou outras doenças do sangue e a compatibilidade, o segredo para que o processo possa ocorrer com segurança.
De acordo com o diretor do Hemocentro, Gerson Zanusso Jr., somente em 2025 foram realizados 1.035 cadastros de novos doadores, com 36 convocações para coleta de segunda amostra no mesmo ano.
“A doação de medula óssea é uma ação muito importante, sendo que o transplante de medula é um dos principais tratamentos para os pacientes com leucemia. Todos os que estão dentro dos critérios podem vir ao Hemocentro para fazer o cadastro. Quanto mais cadastros, maiores as chances de encontrar um possível doador compatível”, ressalta o diretor.
O Paraná conta com mais de 1 milhão de doadores cadastrados. A região de Maringá mantém 31.554 doadores cadastrados, em sua maioria mulheres (59%, ou 18.470), da cor branca e com faixa etária entre 30 e 34 anos.
Como doar?
A doação de medula óssea passa por um rigoroso processo que confere bastante segurança ao doador e a quem vai receber. Para se tornar um doador, é necessário ter entre 18 e 35 anos de idade; estar em boas condições de saúde; não ter doenças transmitidas pelo sangue, como hepatites B ou C, HIV ou outras. No cadastro, é necessário apresentar documento oficial com foto (carteira de identidade, de conselho profissional, carteira de trabalho ou passaporte), apresentar CPF e informar o tipo sanguíneo.
No momento do cadastro, o potencial doador preencherá uma ficha com informações pessoais e, depois disso, passará pela coleta de uma amostra de 5 ml de sangue. Essa amostra é enviada ao laboratório de referência para a realização de um exame de histocompatibilidade (HLA). O exame serve para identificar características genéticas e informações pessoais.
O resultado do exame é incluído no Redome, que fará o cruzamento dos dados com as informações de pacientes que precisam do transplante de medula. Se o cadastro for compatível com algum paciente, o Redome solicita outros exames de sangue. Confirmada novamente a compatibilidade, o doador compatível recebe um comunicado sobre a intenção de realizar a doação.
A coleta é realizada de duas formas: via anestesia, em centro cirúrgico, com a retirada da medula no interior dos ossos da “bacia” por meio de uma punção, ou via aférese. Nas duas situações, a medula óssea do doador se recompõe rapidamente, após 15 dias.
Cadastro atualizado
O diretor do Hemocentro ressalta a importância de manter o cadastro atualizado, já que, uma vez cadastrado, o candidato pode ser convocado para uma coleta de segunda amostra - e ser compatível com um paciente que necessita da doação. “Então, dados pessoais, endereço, dados complementares, precisam estar atualizados para que o possível doador seja encontrado”, alerta.
Serviço
Cadastro para doação de medula óssea
Hemocentro da Universidade Estadual de Maringá (UEM)
Endereço: Avenida Mandacaru, nº 1600, Parque das Laranjeiras, Maringá/PR
Telefone: (44) 3011-9400
(Willian Fusaro/Comunicação UEM)