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Diretor da Capes discute avaliação da pós-graduação em visita à UEM
Por Administrador
Publicado em 13/03/2026 12:15
Notícias de Maringá

A Universidade Estadual de Maringá (UEM) recebeu, na quarta-feira (11), a visita do professor Antonio Gomes de Souza Filho, diretor de avaliação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) para conversas e encontros sobre os rumos da pós-graduação no Brasil e o processo avaliativo da fundação vinculada ao Ministério da Educação (MEC).

Souza, que também é docente da Universidade Federal do Ceará (UFC), dividiu a agenda de compromissos na UEM em encontro com o reitor Leandro Vanalli e a equipe da Pró-reitoria de Pesquisa e Pós-graduação (PPG), palestra a coordenadores de curso e aula magna ministrada ao Programa de Pós-graduação em Letras (PLE).

O diretor aproveitou a oportunidade para parabenizar a performance da UEM na última avalição da Capes, que consolidou a instituição entre as principais estaduais do País e a melhor da região Sul.

“A liderança da UEM não é só uma questão de liderança na região Sul, é nacional em alguns programas. Então, isso a gente avalia e vê com bons olhos, porque o Sistema Nacional de Pós-graduação (SNPG) precisa cada vez mais ser capilarizado e integralizado, e a UEM tem cumprido muito bem esse papel desde a sua fundação e continua fortalecendo isso. De um lado, um olhar bastante atento à internacionalização, mas, ao mesmo tempo, e de outro, também ao território e à região”, disse Souza.

Aula magna no PLE

A agenda do diretor da Capes na UEM se iniciou pela manhã, com a aula inaugural do PLE, realizada no auditório do Departamento de Teorias Linguísticas e Literárias (DTL). Na ocasião, Souza palestrou sobre a história, o desenvolvimento e os desafios da pós-graduação no País, exaltando a envergadura e o alcance social das políticas públicas no âmbito educacional, com ênfase na área de pesquisa. 

Levando em conta que falava para uma plateia de docentes e estudantes de Letras, o diretor ainda defendeu, por meio de uma reflexão filosófica, a relevância do estabelecimento do diálogo entre ciências básicas e aplicadas para a promoção de um mundo melhor a partir do uso adequado – e ético – da pesquisa, relembrando que tudo – humanidade e natureza – está conectado.

“É sempre importante a gente deixar muito claro que, de uma forma geral, nenhuma ciência é melhor ou pior que outra. Todos são processos sociais e todos são importantes. Não pautem as suas pesquisas por utilidade, pautem pelo significado e entendimento ou pela descoberta que você vai fazer”, afirmou Souza.

Encontro com o reitor e a equipe da PPG

À tarde, o diretor foi recepcionado pelo reitor e a pró-reitora da PPG, Grasiele Madrona, acompanhada da equipe técnica do órgão, no gabinete da Reitoria. Durante o encontro, foram discutidos os novos critérios de avaliação da Capes, além de desafios e questões técnicas relativas ao planejamento dos programas da UEM para o próximo ciclo avaliativo da fundação.

O reitor agradeceu a visita de Souza, convidado pela professora Mirian Yaegashi Zappone, do PLE, e ainda valorizou a troca de experiências promovida pela conversa com o diretor da Capes. 

“A UEM tem se destacado nacionalmente na pós-graduação e a nossa gestão tem investido na capacitação. A PPG tem feito um ótimo trabalho para que os programas tenham, na nova avaliação quadrienal, em 2029, notas maiores do que tivemos agora. Já elevamos o nível de excelência na nossa pós-graduação, com notas melhores, mas pensar daqui a quatro anos é a nossa meta. A vinda do professor Antonio Gomes é uma oportunidade para o nosso planejamento e para conhecer um pouco mais sobre a avaliação da Capes, as novidades e os desafios, além de ser também uma troca de experiências muito importante”, disse Vanalli.

A pró-reitora da PPG fez coro com o mandatário, exaltando a relevância da visita do diretor da Capes e vendo a oportunidade como uma forma valiosa de diálogo, aprendizado e inspiração à contínua evolução da UEM.

“É uma grande satisfação recebermos o professor Antonio Gomes. A sua presença é extremamente importante, especialmente por trazer orientações e reflexões estratégicas sobre os rumos da pós-graduação brasileira e o próximo ciclo de avaliação. Acredito que a UEM tem grande potencial de crescimento e consolidação, e que momentos como este são fundamentais, pois nos permitem alinhar nossas ações, fortalecer o planejamento institucional e estimular nossos pesquisadores a avançar cada vez mais na qualidade e no impacto da nossa pós-graduação”, celebrou Madrona.

Palestra para coordenadores de pós

Em seguida, e fechando a agenda do diretor na UEM, Souza ainda se reuniu com coordenadores de curso de pós-graduação para palestrar sobre a relevância social do incremento à capilaridade da pós-graduação no País e tirar dúvidas sobre os novos critérios de avaliação da Capes no auditório do Conselho Universitário (COU)

Durante o evento, Souza detalhou as mudanças no processo de avaliação para o próximo quadriênio, com a valorização do impacto social dos programas como critério avaliativo de peso.

“Nós formamos mestres e doutores. Isso já é uma boa realização. Nós produzimos ciência, artigos, patentes e uma série de produtos. Isso também já é uma boa realização. Mas o próximo ciclo requer um pouco mais do ponto de vista da avaliação no sentido de que seja feito um esforço de relato onde nós podemos conhecer e reconhecer o que os programas fazem na nossa sociedade. E o caso de impacto é exatamente isso, ou seja, o mérito de tudo o que os programas fazem e que impacta a sociedade”, detalhou o diretor.

Souza também aproveitou o encontro com os coordenadores para reforçar a importância da multidimensionalidade no processo avaliativo para a obtenção do grau de excelência, relativizando o papel da internacionalização, entendida pelo diretor como estratégia e não finalidade.

“No próximo ciclo, um programa, para ser de excelência, seja 6 ou 7, tem que ter um peso bem destacado em várias dimensões. E não só na internacionalização. Em alguns programas, na conexão que fazem com o território, nem sempre a internacionalização é estratégica. A estratégia pode ser de origem local. Utiliza o contexto regional, a unicidade do que tem, a competência do que faz, a excelência do que gera para despertar o olhar do mundo. E a gente tem, no Brasil, várias iniciativas desse tipo. É tão único o que a gente gera e o que a gente tem, que não precisamos fazer nenhum esforço para o mundo ver. O mundo quer ver o Brasil. Então, os programas que têm essa característica também vão poder ser classificados de excelência, mesmo não tendo a internacionalização como estratégia", explicou o docente.

Sobre o diretor de avaliação da Capes

Souza é doutor, mestre e graduado em Física pela UFC, com doutorado sanduíche pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, na sigla em inglês) e pós-doutorado pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Nomeado diretor de avaliação da Capes em 2024, Souza ingressou como membro titular da Academia Brasileira de Ciências em 2018, recebendo, no mesmo ano, a Comenda da Ordem Nacional do Mérito Científico – Classe Comendador, concedida pela Presidência da República do Brasil. Atualmente, o docente leciona no Departamento de Física da UFC, atuando na área de física da matéria condensada com ênfase em nanociência e nanotecnologia. 

(Fábio Candido/Comunicação UEM)

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