A formação de um engenheiro agrônomo passa, necessariamente, pela capacidade de entender o campo como um sistema complexo, onde produção, tecnologia e sustentabilidade caminham juntas. Na Universidade Estadual de Maringá (UEM), esse olhar é construído ao longo da graduação em Agronomia, que alcançou conceito 4 no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) e se destaca pela forte inserção dos alunos em atividades práticas e de pesquisa.
O desempenho no Enade vai além de um indicador de qualidade: revela um curso que combina base científica sólida e vivência aplicada. Isso se traduz em projetos que aproximam o estudante da realidade do agronegócio e mostram, desde cedo, como o conhecimento acadêmico pode gerar impacto direto no campo.
Um dos exemplos está no programa de melhoramento genético do feijão comum, conduzido na universidade. Coordenada pela professora Maria Celeste Gonçalves Vidigal, a pesquisa integra métodos tradicionais de seleção em campo com ferramentas modernas de genômica. A utilização de marcadores moleculares permite identificar, ainda nas fases iniciais, plantas com características desejáveis, como resistência a doenças e maior produtividade, reduzindo o tempo necessário para a obtenção de novas cultivares.
Esse tipo de iniciativa evidencia como a produção científica da instituição ultrapassa os limites do laboratório. As cultivares geradas e as tecnologias associadas contribuem diretamente para o aumento da produtividade e para a segurança alimentar, além de fortalecer a experiência acadêmica dos estudantes envolvidos.
A presença do aluno nessas atividades é uma das características marcantes do curso. Como é o caso do trabalho com hortas comunitárias em Iguatemi, distrito de Maringá, que reúne produção de alimentos, inclusão social e aprendizado técnico.
Realizado em parceria com casas de recuperação, o projeto envolve cerca de 80 internos no cultivo de hortaliças e na criação de animais. A iniciativa demonstra, na prática, como a Agronomia pode contribuir não apenas para a produção agrícola, mas também para processos de ressocialização e inclusão social.
Essa aproximação com o campo também ocorre por meio da empresa júnior AgroJr Consultoria, que desde 1992 atua diretamente com produtores rurais. Os estudantes participam da elaboração e execução de projetos como implantação de hortas e pomares, além de atividades experimentais. Atualmente, a equipe conduz uma pesquisa de mercado, visitando propriedades para dialogar com produtores sobre manejo, uso de insumos e práticas adotadas no dia a dia.
A estrutura do curso inclui laboratórios, casas de vegetação, áreas experimentais e a Fazenda Experimental de Iguatemi (FEI), onde são realizadas atividades práticas ao longo da graduação. Esses espaços permitem acompanhar de perto o cultivo de diferentes culturas, experimentos agronômicos e sistemas de produção.
O curso também mantém conexões internacionais por meio de programas de mobilidade acadêmica, como o sistema ARCU-SUL, que possibilita o intercâmbio de estudantes com países da América Latina, ampliando a vivência acadêmica e o contato com diferentes realidades agrícolas.
Ofertada nos câmpus de Maringá e Umuarama, a graduação em Agronomia da UEM tem duração mínima de cinco anos, em período integral, e prepara profissionais para atuar em diversas áreas, como produção vegetal, manejo de solos, tecnologia agrícola, consultoria, pesquisa e gestão do agronegócio.
Agronomia na UEM
Criado em 1977, o curso de Agronomia da Universidade Estadual de Maringá já formou mais de 2,5 mil engenheiros agrônomos, que hoje atuam em empresas, cooperativas, instituições de pesquisa e órgãos públicos no Brasil e no exterior. Em julho, o curso completa 51 anos de história, mantendo sua proposta de acompanhar as transformações do setor e contribuir para a agricultura brasileira.
Ofertada nos câmpus de Maringá e Umuarama, a graduação é presencial, em período integral, com duração mínima de cinco anos e máxima de oito anos, conferindo o título de engenheiro agrônomo. No câmpus de Umuarama, as atividades são desenvolvidas no chamado “câmpus Fazenda” do Centro de Ciências Agrárias (CCA), localizado na área rural, em uma área de 67 alqueires, o que amplia as possibilidades de prática e contato direto com sistemas de produção.
A estrutura curricular abrange áreas como solos, fitotecnia, fitossanidade, engenharia rural, biotecnologia, mecanização agrícola, gestão e economia do agronegócio. Ao longo do curso, os estudantes participam de atividades práticas, projetos de pesquisa e extensão, além de experiências em campo, o que amplia a compreensão sobre os diferentes sistemas de produção.
O corpo docente é formado majoritariamente por professores doutores, com atuação em ensino, pesquisa e extensão. A qualidade do curso é reconhecida pelo conceito 4 no Enade, indicador que reflete o desempenho dos estudantes e a consistência do projeto pedagógico.
A base ampla da graduação permite que o egresso compreenda desde os aspectos técnicos da produção até questões econômicas, sociais e ambientais que envolvem o setor. Com isso, encontra um mercado diversificado, com oportunidades em empresas do agronegócio, cooperativas, consultorias, instituições de pesquisa, órgãos públicos e também na carreira acadêmica.
Quem quiser conhecer mais sobre o curso pode acessar o site oficial do Departamento de Agronomia (DAG), onde estão disponíveis informações detalhadas sobre a grade curricular, corpo docente e oportunidades acadêmicas.
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(Adriana Cardoso/Comunicação UEM)