Professores, pesquisadores, vereadores, estudantes, representantes sindicais e integrantes da comunidade participaram, na noite de segunda-feira, 10, de uma reunião pública para discutir a possível implantação do Modelo Municipal de Escola Cívico-Militar na rede municipal de ensino. Realizado no plenário da Câmara Municipal, o encontro reuniu mais de 50 pessoas com uma etapa de escuta e discussão sobre o modelo. A secretária de Educação, Adriana Palmieri, reforçou que não há decisão definida e que o processo deverá passar por novas etapas antes de qualquer encaminhamento.
A reunião foi promovida pela Comissão Extraordinária de Educação (CEE), da Câmara de Vereadores. O objetivo foi apresentar informações, esclarecer dúvidas e reunir diferentes pontos de vista que possam contribuir para a avaliação dos vereadores e para uma eventual elaboração de um projeto de lei sobre o tema.
Para a secretária de Educação, Adriana Palmieri, o debate deve anteceder qualquer decisão administrativa ou legislativa. “Antes de fazer qualquer coisa, nós vamos ouvir a comunidade. Ainda vamos passar por outras etapas para termos uma reflexão ampla antes de qualquer deliberação”, esclareceu.
A secretária argumentou que a discussão não deve ser reduzida apenas ao nome ou ao formato de um eventual modelo. “O foco precisa estar nas necessidades reais das unidades de ensino, por isso a participação da comunidade escolar e das famílias é fundamental durante o processo. A nossa intenção é garantir que esse processo democrático seja respeitado e, mais do que isso, que os pais e toda a comunidade também sejam ouvidos”, ressaltou.
“O conselho escolar também precisa ser resgatado neste município. A decisão não pertence apenas à gestão da Educação ou à Secretaria. Precisamos fortalecer a gestão escolar e os conselhos escolares para que eles participem efetivamente desse processo”, afirmou.
De acordo com Palmeiri, o próprio formato de uma eventual proposta ainda está em discussão. “A lei ainda não foi desenhada. Se a gente está ouvindo, isso é democracia. Estamos à disposição para os próximos debates e para continuar esse diálogo, pensando muito mais em uma escola segura do que simplesmente em uma escola cívico-militar de forma genérica”, disse.
Pesquisas e participação popular — A mesa foi presidida pelo vereador Sidnei Telles e composta pelos vereadores Luis Neto, Mario Verri, Akemi Nishimori e Professor Pacífico; pela secretária de Educação, Adriana Palmieri; pelos professores Ítalo Zanelato e Verônica Muller; e pela presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Maringá (Sismmar), Iraídes Baptistoni.
Durante o encontro, os professores Ítalo Zanelato e Verônica Muller apresentaram pesquisas relacionadas às escolas cívico-militares. Na sequência, o microfone foi aberto para perguntas e manifestações do público.
As exposições abordaram o funcionamento desse modelo de ensino, seus possíveis impactos na comunidade escolar e os reflexos para a educação pública municipal. As contribuições apresentadas durante a reunião também poderão subsidiar a avaliação dos vereadores.
“Nós precisamos pensar em como resolver essas situações. O mais importante é que outros momentos como este aconteçam e que a comunidade participe dessa construção”, pontuou a secretária de Educação, Adriana Palmieri.
(Texto: Comunicação PMM. Foto: Marquinhos Oliveira/PMM)